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Os empreendimentos do Grupo CPR: das casas no Morumbi ao wellness club residence no Lago Corumbá IV

Em mais de 15 anos, o grupo de engenharia e incorporação fundado por Marlon Ceni montou um portfólio de poucas unidades e endereços singulares, do litoral norte paulista ao cerrado goiano. O que os projetos têm em comum ajuda a entender como a CPR constrói

Há incorporadoras que se medem pelo número de torres. O Grupo CPR escolheu outra régua. Em mais de 15 anos de atuação em incorporação imobiliária e engenharia, o grupo fundado pelo engenheiro civil Marlon Ceni montou um portfólio de poucas unidades e endereços singulares: casas independentes na zona sul de São Paulo, um apart-hotel e um residencial na praia de Juquehy, no litoral norte paulista, e, agora, um território de 2,8 milhões de metros quadrados de cerrado às margens do Lago Corumbá IV, em Goiás.

Com sede em São Paulo e unidades em Curitiba e Goiânia, o grupo tem hoje projetos entregues, em obras e em desenvolvimento, de São Paulo ao cerrado goiano. Olhar para os empreendimentos em conjunto ajuda a responder a uma pergunta que o comprador de alto padrão passou a fazer cada vez mais cedo: quem é a construtora, e como ela trabalha.

São Paulo: casas independentes

Na região do Morumbi, na zona sul da capital paulista, área de parques, hospitais e colégios, o grupo assina o Parque Bandeirantes, conjunto de casas independentes. Também em São Paulo, a carteira inclui townhouses na rua Rubens do Amaral, hoje em obras.

Em conjuntos de poucas casas, a experiência de morar pesa tanto quanto a área construída: privacidade, vizinhança reduzida e uma relação mais próxima com o entorno. É uma escolha de produto que reaparece, em outra escala, nos demais projetos do grupo.

Juquehy: o litoral norte como endereço

No litoral norte paulista, a praia de Juquehy, em São Sebastião, concentra dois projetos do grupo. O Granada Juquehy, apart-hotel já entregue, foi pensado tanto para uso próprio quanto para locação de temporada. Na mesma praia, o residencial Birigui 142, em obras, amplia a presença da CPR no litoral.

No apart-hotel, o serviço faz parte do imóvel: quem compra leva junto uma forma de uso, da estadia de fim de semana à locação de temporada.

Lago Corumbá IV: o salto de escala

A Fazenda do Lago, em Abadiânia (GO), é o projeto de maior escala do grupo e o que melhor traduz sua tese. São 2,8 milhões de metros quadrados de cerrado à margem do Lago Corumbá IV, a 109 quilômetros de Brasília, 47 de Anápolis e cerca de 100 de Goiânia, com acesso 100% asfaltado pela BR-060. O masterplan prevê 803 lotes em sete fases; a primeira, com 472 lotes em 32 quadras e 23 vias internas, está registrada em cartório. Os lotes vão de 600 a 5.000 metros quadrados. Para a incorporadora, o território vem antes de qualquer promessa: a área foi escolhida pela vista, pela água perene e pela localização.

O empreendimento se apresenta como “o primeiro wellness club residence de classe mundial” e organiza o território em torno de clubes, todos previstos no masterplan: marina, piscina de ondas, campo de golfe de padrão internacional, haras, clube de tênis, um centro de bem-estar com spa, academia, piscinas aquecidas e centro de longevidade, e um hotel dentro do clube. Completam o plano kids village, restaurante, vinícola, mirante, heliporto e ambulatório.

A entrada segue outra régua. Na Fazenda do Lago, entra-se por aprovação, por meio de uma curadoria, e a comunidade começa antes da primeira casa, com eventos e atendimento de concierge desde a aquisição.

Como a CPR constrói

O que sustenta projetos de escalas tão diferentes é a forma de executar. O Grupo CPR não é só incorporador: atua em construção, manutenção e facilities para clientes públicos e privados, em engenharia e manutenção para o setor de óleo e gás, incluindo dutos e obras offshore, e em projetos para governos, como concessões e parcerias público-privadas. Segundo o grupo, é dessa base técnica que vem a ordem de obra adotada no cerrado.

Na Fazenda do Lago, o cronograma começa pela terraplenagem, pela abertura de vias e pela drenagem, segue para as redes subterrâneas de energia, fibra e água nas 23 vias da primeira fase e ergue as estruturas de lazer em sincronia com essa base. Rede enterrada precisa ser executada antes de as casas subirem e custa mais no começo; feita depois, sai tão cara que se torna inviável. É uma escolha que só acontece se estiver no cronograma desde o primeiro dia.

“Não dá para pedir que alguém organize a vida em volta de um clube que ainda é desenho. Por isso construímos primeiro. Quem chega aqui não precisa acreditar na gente: basta olhar em volta”, afirma Ceni.

A documentação segue o mesmo rigor. O loteamento da primeira fase está registrado na matrícula 19.866 do Cartório de Registro de Imóveis de Abadiânia, em ato de 12 de agosto de 2026; o parcelamento foi aprovado pelo Decreto Municipal 192/2026; e o empreendimento tem a Licença de Instalação 56/2026. Os números estão publicados no site do empreendimento, e o projeto é conduzido por uma sociedade de propósito específico própria, estrutura que separa o empreendimento das demais operações do grupo.

O plano de infraestrutura inclui ainda base da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros de Goiás, em projeto, posto de combustível previsto dentro do loteamento e eletroposto junto ao acesso. O material do empreendimento resume a lógica numa frase: “Infraestrutura de verdade não é a que se mostra”.

O fio que une os endereços

Do Morumbi ao Corumbá IV, o que se repete é a recusa em vender apenas área. “Seja uma casa no Morumbi, um apart-hotel na praia ou um clube no cerrado, o que a gente projeta primeiro é a experiência de quem vai viver ali. O metro quadrado vem depois”, diz o executivo.

“Se você acha que é o lote, você entrega o lote. Se você entende que é o território, você entrega curadoria, paisagismo, governança e continuidade”, completa.

Para quem pesquisa a construtora antes do imóvel, o portfólio da CPR conta uma história coerente: projetos de poucas unidades, escolhidos pelo endereço e executados por quem vem da engenharia. No cerrado goiano, essa história ganhou escala, e o que se constrói primeiro, ali, é justamente aquilo que ninguém fotografa.